segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mea Culpa & Literatura

Deveria fazer um momento auto-explicativo mea culpa pelo abandono do blog. Como não sou, não faço.
Mas sei que o pobre ficou às traças, e quero melhorar o ritmo por aqui. Não postava porque ainda não sabia o que postar... não sinto que eu tenha algo especial a oferecer, um conteúdo muito inédito ou um olhar apurado, mas recentemente percebi que fiz um blog  pra me envolver diretamente com as coisas que gosto, e trocar experiências com pessoas e não para preencher uma lacuna na "blogsfera". Então, sendo assim, resolvi participar do Desafio Literário 2012.
Sim, esse continua (não) sendo um blog de meninices, mas acho que uma coisa não anula a outra.
A idéia do desafio é seguir um tema por mês e resenhar pelo menos uma leitura que caiba na brincadeira. Resolvi postar a minha lista com três opções porque se desistir de um livro, posso usar outro da lista e continuar no desafio. Bóra ver a lista?




JANEIRO - literatura gastronômica 
* Eating Animals - Jonathan Safran Foer
A fantástica fábrica de chocolate - Roald Dahl 
Afrodite: Contos, Receitas e Outros Afrodisíacos - Isabel Allende 


FEVEREIRO - Nome próprio
* Orlando - Virgínia Woolf
* Coraline - Neil Gaiman
* Seymor, uma introdução - J.D. Salinger


MARÇO - Serial Killer.
* From Hell - Allan Moore
* O nome da Rosa - Umberto Eco
* American Psycho Bret Easton Ellis


ABRIL - Escritor Oriental
Não Me Abandone Jamais - Kazuo Ishiguro
* Cores Proibidas / Sol e Aço -Yukio Mishima
* A casa das belas adormecidas - Yasunari Kawabata 


MAIO - Fatos Históricos
História do Cerco de Lisboa - José Saramago
Por quem os sinos dobram - Ernest Hemingway 
* Bury my heart at wounded knee - Dee Brown 


JUNHO - Viagem no tempo
Matadouro 5 - Kurt Vonnegut
* Cavalo de Tróia - JJ Benitez
* Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams


JULHO - Prêmio Jabuti
O Tempo e o cão - Maria Rita Kehl
O Fazedor de Amanhecer - Manoel de Barros
* Invenção e Memória - Lygia Fagundes Telles


AGOSTO - Terror
O chamado de Cthulhu – Lovecraft
* The books of blood Vol.I - Clive Barker
* Entrevista com o Vampiro - Anne Rice


SETEMBRO - Mitologia
* American Gods - Neil Gaiman
* Herói de Mil Faces - Joseph  Campbell
* Epopéia de Gilgamesh


OUTUBRO - Graphic Novel
* Jimmy Corrigan 
* Retalhos
* Estigmas
* Asteryous Pollyp
* A small killing
* Big Number
* Chibata


NOVEMBRO - Escritor Africano
* Rui Knopfli - Antologia Poética
* O outro pé da Sereia - Mia Couto
* A vida dos animais - J.M. Coetzee


DEZEMBRO - Poesia
* Debaixo das rodas de um automóvel - Rogério Skylab
* What matters most is how well you walk trought the fire - Charles Bukowski
* O amor natural - Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Rotina

Rotina. Ah, rotina...
Ando pensando muito na danada. Por algum motivo, meu ideal cor-de-rosa sempre passou pela idéia de um admirável dia-a-dia de beleza. Alguma coisa sobre passar hidratante todos os dias grita dentro de mim, para o bem e para o mal, mas a verdade é que eu absolutamente nunca tive uma rotina de beleza. Ou, talvez, sequer uma rotina em si...
Lembro de ir à pé para o trabalho, durante uns dois anos. Trabalho implora constância. Infelizmente? Sei lá. Tenho muita dificuldade em seguir um ritmo tão fechado, todo-dia mesmo-horário tantas-horas. Mas segui até onde a dobradinha trabalho+faculdade permitiu e acho que aquilo apaziguava algo dentro de mim, talvez um super-ego que clamasse pela vida adulta aos vinte e poucos anos. Por outro lado, todos os dias eu ia e voltava por um caminho diferente, quase que passeando pelas ruelas da Vila Madalena. O passeio diário, mesmo que forçado pela responsabilidade do emprego, era uma delícia, quase que a melhor parte do dia. Depois o cansaço disso tudo batia e eu panguava, entediada e insatisfeita, pelo resto do dia.
Daí que não tenho mais horário, mas a meia-dúzia de coisas que eu me propus a fazer no semestre demandam constância.
Meia-dúzia? Nem tanto: antropologia II, análise 3 vezes por semana, academia idem e o coral de quinta a noite. Para o coral eu tenho companhia e a verdade é que eu adoro, me saio super bem e ainda me sinto no Glee. A academia virou paixão, despertou um instinto de cuidado que eu desconhecia e ir com meu-melhor-amigo-semi-irmão-gêmeo faz a coisa simples, prática e gostosa. Vou e corro meia hora por prazer, não pra perder peso ou me exercitar ou bater cartão. Não, eu gosto. Fico falando mal dos cabelos dos tios estranhos, das roupas das cocotas, irritando o instrutor e o tempo passo. Fora que ir com um amigo dá uma urgência diferente, não rola faltar... mas admito: quando o Fefo falta eu vou sozinha e me jogo em horas de esteira. Gosto tanto que vou sempre e bom, virou rotina!
A análise é outra coisa, ainda tem senso de dever. Eu preciso daquilo! Eu quero mudar e me sentir melhor e realmente preciso de ajuda. Tentei sozinha e não rola, minha gente. Quando o babado é forte é necessário um divã preto e preço-hora exorbitante pra você cair na real e parar de bancar o auto-analista. Não existe auto-análise, existe auto-observação e alguém pra segurar tua mão e te mostrar o MILHÃO DE COISAS que não - por mais inteligente, sensível, descolada, cult e culta, bem-resolvida, humilde que você seja - você não vai ver ou não vai conseguir lidar sozinha. Palavra. E é preciso ir, é preciso acordar, é preciso chegar na hora, é preciso dar a cara a tapa.
Enfim... faz coisa de uma semana que passo filtro, tonificante, creminho da hora-da-cama.
Rotina é uma obrigação? Não sei, juro. Ainda não. Mas definitivamente é um compromisso. E compromisso bom é aquele que você trava com você mesmo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

femme



Hoje recomecei a análise.
Foi duro ligar e marcar um horário, fugi de todas as formas possíveis por n motivos, mas respirei fundo e arranquei o band-aid em menos de 2 minutos, na fila do bandejão. Marquei.
Fui de tarde, fica na vila madalena bem perto do meu antigo emprego e lá conheci a Eliana - minha provável-futura-ajuda. Me perdi um pouco e cheguei meio atrasada. Contei do histórico dos meus pais, da infância complicada mas saborosa, e falei um pouco do meu processo de depressão. Contei como estava arrasada por tantas coisas a um ano atrás e de como acabei me machucando por isso. Ela, doce mas enfática, comparou os cortes dos meus braços a um corte simbólico... um corte com as extensões que a vida impõe e às quais eu busco me libertar. Foi duro de ouvir, mas foi importante.

Ela era muito mais jovial do que eu esperava, me pareceu linda e forte, mas bem humorada e estudiosa (vários livros abertos, inclusive um sobre feminilidade e desdobramentos, babei), numa mistura legal de alguém que poderia mesmo me ajudar nessa passagem. A sessão durou pouco mais de meia hora e tive a melhor companhia possível nesse momento delicado de retomar algo que doía tanto a tão pouco tempo...
Saindo de lá, caminhando pelas ruas da paulicéia, entrei em uma lojinha retrô e experimentei um vestido que me fez parecer uma boneca de louça em uma estampa de rosas... Foi engraçado me ver naquele modelo anos 50, com meu chanelzinho bagunçado e franja meio moleca. Ficou lindo, mas achei o modelo meio pesado e desconfortável. O Dan sempre me faz sentir a mulher mais linda do mundo.
Continuamos andando.

Parei nas perfumarias e farmácias ao meu bel-prazer. Vi os importados da Drogaria Iguatemi, conheci os Elkes nas Americanas, encontrei esmaltes novos da Dote e trouxe pra casa o Frozen Papaya e o Sorbet Goiaba, que já está nas mãos...
Almoço indiano e fomos para o Shopping Iguatemi onde passei um tempão namorando vestidos hollywoodianos (está rolando uma exposição de réplicas de divas como Marylin Monroe e Audrey Hepburn) e foi muito mágico pra mim. Por um lado aquela aura de vestidos que já foram ícones e por outro... linha e tecido. Foi revelador perceber que ali em cima do tapete vermelho nada além de um corpo como o meu (ok, quase) e linha e agulha que alguém pregou. A linha entre aquelas mulheres mágicas e hipnóticas - como o vestido da never decent Gilda - e as mulheres reais que viviam aquelas personas me pareceu tão tênue e tão facilmente... transponível!
Foi aí que eu respirei fundo e percebi que a MAC é só uma loja de batons, que a L'Occitane vende sabonete perfumado e não sonhos e que o famoso balm da khiels' não fez de mim uma imortal, só alguém de lábios um pouco mais hidratados. E andando naquele lugar (que, honestamente, me incomoda horrores) me senti bem de saber que o meu garbo vem de coisas muito maiores do que uma marca, um vestido, um mito. Os pastiches da moda não precisam me atingir  e nem por isso quero deixar de aguçar meu paladar refinado, meu tino, passar um belíssimo batom vermelho, desenvolver meu próprio estilo. Todas as mulheres deviam vislumbrar esse seu potencial de mulherão (em tantos sentidos) pois carregamos, cada uma, tantas dentro de nós. Não só essas que somos e seremos, mas todas essas que foram também. Tão maior do que um ideal de beleza ou um número a mais no manequim.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Bigs



Sexta-feira fui ao Bardot cortar o cabelo (e como cortaram) e na saída, de papinho, vi pela primeira vez ao vivo os Big Universos novos, que são pasteis lindos e com aquele brilhinho - nem chega a ser cintilante - discreto que a gente adoura! Como não experimentei, não sei sobre a consistência, mas a BU é uma marca que vai buscando se aprimorar e imagino que a cobertura seja ótima mesmo.
Agora... a grande novidade que me contaram (e eu perguntei umas 3 vezes se tudo bem comentar no blog!) foi a seguinte: quando a moça maravilhosa da Big passou lá pra entregar a coleção nova ela trouxe junto (só pra mostrar!) o esmalte novo que a marca está buscando produzir e, advinha só? HOLOGRÁFICO!
Pois é, parece que a Big, que sempre inovando, corre atrás de uma fórmula holográfica pra chamar de sua. Por enquanto são só testes e o holográfico ainda não tinha aquele poder de refletir vários tons diferentes, mas o que importa é que a marca nos ouviu e está correndo atrás do que tanto foi pedido! Não dá pra saber ainda se eles vão ou não lançar (repetindo meninas, o esmalte foi mostrado e era só um teste, super em off) mas achei super carinhoso da BU estar pensando no que as consumidoras querem .
Mandaram bem!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Resenha: Nutrição Celular - Secrets Professional




Há algumas semanas atrás estive no centro paulistano e visitei a perfumaria Sabrina e foi lá que – além de arrematar vários esmaltes da Impala, entre eles o famoso Sereia – recebi uma amostrinha de shampoo da Secrets Professional. Graças ao nome do shampoo reconheci a marca que havia visto alguns dias antes em um sorteio do blog Tem de Tudo.
Acho que uma das melhores coisas da blogosfera é termos acesso, lermos opiniões e ouvirmos falar de marcas (muitas ótimas, baratinhas, nacionais!) que foram lançadas a pouco ou que não tem uma vinculação tão freqüente nas mídias pagas. Não sei você, mas eu prefiro moooito ler a resenha de uma bloguette respeitável do que assistir um comercial cheio de promessas! Então acho ótimo sorteio das paradas novas pros nossos bebelos e corpitchos, e mais ainda quando recebemos amostras grátis. Tem que ter MUITA CONFIANÇA no teu produto para expor ele direto para os consumidores e desde já a Secrets Professional está de parabéns. Até porque vale a regra ouro de qualquer blog bacana: o que não funcionou comigo pode ter resultados mágicos em você. E vice-versa!
Enfim, ótima iniciativa da marca e vamos àquilo que os blogs fazem tão bem. RESENHAR.
Resolvi experimentar o produto bem logo tivesse chance e no dia seguinte o saquinho triangular apareceu no meu boxe. Apesar de ter precisado de uma tesourinha no chuveiro (a lorpa) o formato piramidal até que funcionou bem e consegui experimentar todo o conteúdo do saquinho sem nenhum desperdício, e sobrou até um pouquinho apesar do cabelón (que é bem pouquinho, mas longo). Apesar do produto ser zero sal (amei), o shampoo fez uma bela espuma, bem macia e agradável. Só teve um problema... o cheirinho! Parecia detergente de maçã e taí um cheiro que não quero no meu cabelo!
Então fiz um espumão lindo e gostoso e parti pro enxágüe mega caprichado! Na hora pensei que os fios estivessem mais ressecados que o normal e já me desanimei de escrever sobre pra meter o pau mas a sensação não durou nada, pois – como não tinha o condicionador condizente e queria mesmo era testar a eficácia do shampoo – usei o meu condicionador de sempre, no caso o de canela da Surya. Apesar da impressão pós-enxágüe, senti que o efeito do condicionador foi mais impressionante que o normal e o cabelo ficou bem macio. Segui como sempre: passei um leave-in e deixei secar naturalmente.
Resultado Final? Cabelos limpos, leves e macios. Nada extraordinário, mas uma compra segura que repetiria para testar o resultado a longo prazo. Vamoae testar!

UPDATE: O Universo Feminino está sorteando um kit da Secrets Professional aqui!

domingo, 18 de julho de 2010

amostrinha de amor


o amor deixa meus swatches mais felizes...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

I'm waiting at the wrong pole.


                             Rachel Brice ou "o Bruce Lee da dança"



Sexta-feira fui ver a audição do meu irmão-de-aniversário e amigo Fernão.
Terminando a tortura - fefo mandou super bem no let it be, mas 85% do evento foi criminosamente ruim - fomos para a casa do irmão do "meu irmão" e conversamos sobre quadrinhos, música, édipo, filosofia e literatura até as 9h30 da manhã, quando descobrimos que um dos vidros do carro havia sido quebrado numa tentativa de furto. #fail
Além desse vídeo fenomenal e muito mais informação sobre a forma de dança mas incrível, subjetiva e característica que eu já vi, a parte relevante para esse blog (???) foi uma longa conversa sobre o arquétipo masculino. Esse é um dos pilares do romance que vem sendo escrito por uma das pessoas que estavam presentes e foi marcante ouvir uma pessoa lúcida e sensível discorrer com propriedade sobre as questões fundamentalmente masculinas, a necessidade de montar seus referenciais (seja ele azul ou rosinha =) ), a queda da figura paterna, o peso do masculino e encarar o próprio espelho. Eu ouvi com o máximo de atenção, interrompendo muito pouco, mas é lógico que na minha cabeça 500 coisas fervilhavam - mesmo que eu já não me lembre de quase nada.
Pensando no meus próprios referenciais, e o que fazer com ele, fiquei inspirada para estudar e escrever mais sobre, mesmo que só casualmente aqui no meu bonita. Lógico, nem sei por onde começar e aceitando sugestões. Você tem alguma?